Quem somos

A RPPN Grande Floresta das Araucárias - GFA

Somos uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural). Segundo o SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Lei nº 9.985/2000, RPPN é:

Art. 21. A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.


§ 1º: O gravame de que trata este artigo constará de termo de compromisso assinado perante o órgão ambiental, que verificará a existência de interesse público, e será averbado à margem da inscrição no Registro Público de Imóveis.


§ 2º: Só poderá ser permitida, na Reserva Particular do Patrimônio Natural, conforme se dispuser em regulamento:
I - a pesquisa científica;
II - a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

A RPPN Grande Floresta das Araucárias surgiu devido à vocação natural da área para a conservação, dado vasto acervo de remanescentes florestais, terras raras dotadas de beleza cênica, profusão de nascentes, rios e cachoeiras, preservados até hoje. Os fatores determinantes à preservação desta Grande Floresta se devem ao relevo acidentado e o fato de pertencer à mesma família de longa data.

“Por isso, tal qual, as pessoas e as famílias cuidam de seu futuro, igualmente as propriedades, as matas e as águas precisam e merecem os cuidados que conduzam a sua longevidade e salubridade para que todos, sociedade e natureza, convivam em harmonia e paz.” (Manoel Lauro Volkmer de Castilho)

Fazendas Reunidas Campo Novo - FRCN

As Fazenda Reunidas Campo Novo, dispõem de 7500 hectares dos quais 4000 ha foram transformados em RPPN, 1500 ha em Reserva Legal, outros 1000 ha em Área de Preservação Permanente e mais 1000 ha destinados a atividades agrossilvopastoris e florestais de viés ambientalmente responsáveis, verde ou eco amigáveis, compatíveis a preservação de áreas nativas e da reserva. A maior vocação da área é de produtora de água, e como tal prestadora de valiosos serviços ambientais e ecossistêmicos que extravasam suas fronteiras.

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Histórico

A região que hoje corresponde à área das Fazendas Reunidas Campo Novo, foi avistada do alto do Campo dos Padres pelo engenheiro recém formado na Bélgica, Hercílio Pedro da Luz, contratado pelo Estado de Santa Catarina para mapear suas divisas através do reconhecimento dos marcos naturais do relevo. No curso dos levantamentos topográficos, encantou-se com os campos, vales e nascentes que formam a cabeceira do Rio Canoas, o Altíssimo do Rio Uruguai adquirindo estas terras.

A área é toda descrita por acidentes geográficos e divisores de água: escarpas, imponentes paredões de pedra, encostas íngremes e rios, limites que o relevo em si descreve. Marcos perenes definidos por eras geológicas formam as muralhas naturais em torno de toda a propriedade.

Os descendentes de Hercílio Luz e atuais proprietários, diante da excepcionalidade do que tinham em mãos, buscaram o parecer de profissionais renomados, os Professores Doutores Aziz Ab’Saber (Geógrafo) e posteriormente Luiz Fernando Scheibe (Geólogo) e Ademir Reis (Botânico), entre outros, a fim de conhecer para poder preservar. Aos poucos se formou o verdadeiro retrato deste Vale Mágico. Os estudos revelaram se tratar de terras raras, ecótono de grande endemismo, com características de relicto, que mereciam proteção. Citando as palavras de Aziz Ab’Saber em um de seus livros:

“Na linguagem simbólica utilizada nas ciências biogeográficas, sucedem-se termos para designar “ilhas” de vegetação aparentemente anômala, identificadas nos corredores de grandes domínios morfoclimáticos e litogeográficos. Entre tais expressões conceituais, pode-se listar quatro mais comuns: relictos, enclaves, redutos e refúgios.”

“O mais singelo destes termos é certamente a expressão relicto, aplicada para designar qualquer espécie vegetal encontrada em uma localidade específica circundada por vários trechos de outro ecossistema.”

“A força dessa expressão reside na sua capacidade evocadora de possíveis corredores, que teriam existido em algum tempo impreciso, para a chegada das espécies nos locais em que hoje são encontradas.” (Aziz Ab’Saber – Escritos Ecológicos, Lazuli Editora, 2006)

Este museu natural, localizado nas dobras das escarpas da Serra Geral é refugio para uma miríade de espécies de fauna e flora. Assim, gravou-se perpetuamente a área à preservação através da criação da Unidade de Conservação, a RPPN GFA. Nas palavras da Dra. Ana Maria Juliano, autora do primeiro livro sobre RPPN no Brasil, RPPN é:

“A elevação da propriedade à categoria de unidade de conservação por ato voluntário do proprietário configura não somente uma conservação consciente do macrobem, mas uma atitude de zelo e preocupação com a coletividade."

“Na RPPN, vemos plenamente configurada a função sócio-ambiental da propriedade, não por imposição do poder público ou do ordenamento legal, mas sim por um ato espontâneo do particular, que a institui.” (Ana Maria Juliano – RPPN: Um Novo Conceito de Propriedade, Oikos Editora, 2011)

Foi durante reunião de RPPNistas, que os atuais responsáveis pela RPPN GFA conheceram a Dra. Ana Maria, então presidente da Confederação das RPPNs no Brasil, onde iniciou-se uma amizade. Esta acreditou no projeto e trouxe luzes ao feito com sua sabedoria e vasta experiência ambiental, aliou-se então na busca por um estado de proteção e propósito para a reserva. Segundo suas próprias palavras:

“Ingressar na RPPN Grande Floresta das Araucárias é partilhar de um espaço intocado e preservado ao longo do tempo. Adentrar em locais não alcançados pela mão do homem, que refletem aspectos de priscas eras, tem o poder de extasiar os olhos e a alma.”

A RPPN GFA foi consagrada ao Arcanjo Miguel no dia 29 de setembro de 2011, dia do ato de sua criação e publicação no Diário Oficial da União. A Grande Floresta das Araucárias tem como sagrada missão proteger o Jardim do Éden, o Reino de Deus e suas criaturas.

A Grande Floresta das Araucárias, onde predomina a Floresta Ombrófila Mista (variedade subtropical da Mata Atlântica, aonde uma conífera é pioneira e principal expoente), esconde também em seus pequenos vales, as florestas nebulares, nas encostas a vegetação rupícola e em toda parte, incontáveis nascentes e olhos d'água.

A Casa dos Pesquisadores

Em 2013 foi inaugurada a Casa dos Pesquisadores para viabilizar o estudo da reserva através de parcerias com instituições de ensino e projetos acadêmicos. A casa serve de alojamento parar grupos de estudantes, professores e pesquisadores durante as expedições a campo. O projeto “Casa dos Pesquisadores” vem contribuindo desde então para a expansão do conhecimento à cerca da RPPN e suas peculiaridades, orientando a proteção. O princípio de conhecer para preservar.


Saiba mais

O Santuário Ecológico

O Santuário Ecológico, formado pela reserva (áreas nativas) e pela fazenda (infra-estrutura), é um espaço dedicado à difusão de sementes físicas e ideológicas, através de eventos e projetos voltados à sustentabilidade ambiental, estudos de ecologia profunda, conservação dos recursos presentes e desenvolvimento humano.

A infra-estrutura conta com alojamentos, casas de hospedagem, refeitório e um auditório para abrigar eventos. Possui também diversas trilhas ecológicas, rios, cachoeiras e muita paz.

Aqui Estamos! Firmes na certeza de que o contato com a verdade deste santuário se repita em cada um daqueles que vierem conhecer.

“Let the omnisciente Christ consciousness come to us a second time and be born in you. Even at it was manifested in the consciousnes of Jesus”.Metafisical Meditations, Paramahansa Yogananda.

Que a consciência crítica onisciente venha a nós uma segunda vez e nasça em vós. Da mesma maneira como se manifestou em Jesus.

Saiba mais

As araucárias são arvores macho e fêmea, polinizadas pelo vento, e produzem uma bola de sementes comestíveis chamadas pinhão. Fonte de alimento para diversas espécies.